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Controle de ruído no Festival Planeta Terra

nov 17, 2012 | Imprensa

Controle de Ruído: projeto inédito para o Planeta Terra Festival 2012

Festival Planeta Terra

Festival Planeta Terra 2012 pela primeira vez com controle de ruído

 

A edição 2012 do festival Planeta Terra, um dos maiores do país, aconteceu no último dia 20 de outubro no Jockey Club de São Paulo. Preocupados com o incomodo à vizinhança, os produtores do festival decidiram verificar o controle de ruído dos shows, algo que nunca haviam feito antes, e o responsável por modelar e mensurar o impacto do ruído gerado pelos sistemas de som dos dois palcos foi José Carlos Giner, secretário da AES.

Em parceria com outras empresas, José Carlos Giner foi responsável pelos seguintes serviços:

· Modelagem computacional do impacto do sistema de som do festival Planeta Terra 2012 através da localização, posição, diretividade, e frequência das caixas acústicas, das influências externas, tais como meteorologia, terrenos e edifícios intervenientes.

· Consultoria especializada em relação à legislação de ruído e soluções de controle de ruído (por exemplo, barreiras acústicas, layouts de palco recomendado, seleção de sistemas de som) para os produtores do festival.

· Acompanhamento e avaliação dos níveis de ruído no receptor, em cinco pontos escolhidos pela associação dos moradores, durante o festival.

· Monitoramento e gerenciamento dos níveis de ruído durante o festival, internamente ao Jockey Club São Paulo.

· Gestão de ruído e resposta de queixas após o evento.

José Carlos Giner também auxiliou na modelação das fontes sonoras (PA’s) dos dois palcos, que foram inseridos no software de modelação da propagação do som para a vizinhança. O modelamento da propagação do som em dB (A) nos valores agregados entre 31.5 Hz e 8 kHz e nos pontos solicitados pela associação dos moradores, foi realizado com as linhas de topografia e as diferenças de elevação foram incluídas nos cálculos, assim como a interferência de prédios que afetariam a propagação do som.

Todos os “arrays” foram modelados em software, criando um “balloon plot” para cada freqüência, assim como os clusters. Depois, foram usados os valores de radiação (max) e direcionalidade das respostas modeladas e criadas as fontes. A premissa de cálculo, 105 dB (C), informado pela empresa responsável.

Várias medições de ruído residual (ambiente) foram feitas para a caracterização do ruído no entorno da vizinhança ao Joquey Club de São Paulo, para também serem inseridos no software. Durante o transcorrer do festival os pontos foram monitorados para checar os valores dos níveis de ruído reais e compará-los com os simulados, que ficaram dentro da margem estabelecida em contrato. Esta é uma nova forma de abordagem dos ruídos gerados por shows e festivais, pelos produtores, para minimizar o impacto do incômodo dos ruídos do sistema de som, principalmente agora que a nova NBR 10151, norma que define critérios de ruidos externos, está mais restritiva que a anterior.

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